A dor é a manifestação primordial da vida. Tudo o que fazemos é para atenuar essa dor. A felicidade suprema seria a ausência total de dor. Eis uma tentativa de contribuição para minorar esse sentimento … Como naquela expressão inglesa: I have my moments, em resposta à pergunta, Are you happy?

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Nós existimos





Acredito
Acredito nas pessoas
Porque são
Honestas
Acredito que sim
Que não mentem
Quando mentem
As pessoas sim
São Amor
Acredito no Amor
Que só existe
Nas pessoas
Que por vezes se transforma em ódio
Que só existe nas pessoas
Acredito na sua honestidade
A das pessoas
A única que existe
Os únicos que existem
São as pessoas que acreditam
Em si mesmas
Nas pessoas
Só nas pessoas
Mesmo as que não pensam
Pensem o que quiserem
Só existimos nós

sexta-feira, novembro 10, 2006

Concurso: Os Actos Recentes Mais Inteligentes da Humanidade


A inteligência humana, de facto, não parece ter limites.
Há coisas que continuam a surpreender por mais experiência de vida que nós tenhamos.

Gostaria de fazer um ranking, um "TOP 10" das acções mais inteligentes, mas, por razões pragmáticas, apenas das mais recentes.
Para isso peço que colaborem na compilação de nomeações para uma futura votação.
Depois de criado um rol satisfatório, envidarei esforços para a criação de um número SMS e telefónico de valor acrescentado para que as pessoas possam participar.

Para já, aqui estão algumas sugestões, com referências de votação:

0001: Erro técnico israelita que originou a morte de 18 cívis palestinianos

0002: Subida ao Shisha Pangma, com reportagem SIC, patrocinada por um banco, com uma baixa, para fins ...(?)

0003: Orçamento de Estado

0004: Estatuto da Carreira Docente

0005: Enervamento da Banca devido a subida de contribuição fiscal

0006: Censura Russa ao filme de "Borat" por satirizar os EUA, o machismo, o anti - semitismo e a boçalidade em geral

0007: Concurso "Grandes Portugueses"
0008: A TLEBS

Vou esperar pelas vossas sugestões e críticas e ...

segunda-feira, outubro 30, 2006

Santa Camarão

Eis a minha sugestão para a inclusão nessa "grande" iniciativa de "valor acrescentado" que é Os Grandes Portugueses.
Santa Camarão foi talvez o maior Português de sempre, ainda por cima, Vareiro de gema (pelo menos não foi um criminoso).

No dia 25 de Dezembro de 1902, no n.º 98 da Rua Visconde de Ovar (em frente ao actual Largo Santa Camarão) nasceu o maior pugilista português de todos os tempos e um dos melhores do mundo, José Soares Santa, ou Santa Camarão, como ficou conhecido no mundo do boxe.
Em adulto, Santa Camarão atingiu os 2,02 metros de altura e 112 quilos de peso, calçando 49,5.
Apesar desta envergadura física deveras impressionante, Zé Santa ficou conhecido pelo seu bom coração, sensível, aberto aos amigos e até a simples conhecidos. Talvez por isso, Horácio Velha, boxeur de nomeada natural de Ílhavo dizia, na altura, que Zé Santa tinha “um coração maior que o corpo”.

quarta-feira, outubro 11, 2006

São tantos


São tantos
E tão poucos os que ficam
E os que se governam
E os que se envergonham
E os números
E as pessoas
As Pessoas
São tantas
E tão pouco satisfeitas
E felizes
Uns tantos
E os tontos que os ouvem
São tantos
Os números
Que os governam
São poucos e tantos
E tanto lhes faz
Os tontos

Nós os Frankensteins


Existe por si só, para alguns
Criado para nos servir
Obriga-nos a servi-lo
Números são-lhe queridos
Onde vai, ninguém sabe bem
Mutila através dos seus mestro-servos
Independência não tem
Alimentamo-lo para sermos alimentados

terça-feira, setembro 26, 2006

Eurofederal - Ryder Cup





Fiquei extremamente comovido ao ver, este fim-de-semana, irlandeses, britânicos, suecos, espanhois, portugueses (sporttv) ... a festejar a vitória da selecção europeia de golfe na Ryder Cup frente à equipa norte-americana, sob a mesma bandeira ... a da Europa.

Congratulations Europe!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Divagações - O valor da vida


As palavras de Milan Kundera nos capítulos iniciais de “A insustentável leveza do ser” deixa-nos com um sentimento misto de inquietude e de constatação libertadora.
A utilização, nesta obra, do ditado Alemão “einmal ist keinmal”, uma vez é nunca, à partida dá-nos a ideia de que a nossa vida não tem grande valor, mas, por outro lado, diz-nos que é única e que só temos direito a um ensaio que não chega a ser propriamente ensaio porque um ensaio pressupõe uma tentativa ou várias tentativas para depois na hora da verdade tudo correr bem.
Em termos de showbiz poderíamos dizer que a nossa vida passa directamente para o palco sem castings nem ensaios.
Mas, imaginemos que tínhamos essa hipótese de viver mais que uma vida, podendo conscientemente corrigir e / ou experimentar outras situações tendo como exemplos as experiências de vidas anteriores. Que valor daríamos às vidas anteriores e à actual? Que valor daríamos às relações pessoais mais íntimas das várias vidas? E o que aconteceria se encontrássemos essas mesmas pessoas noutra vida, já que essas mesmas pessoas teriam a possibilidade de viver outra vez? Não teríamos nós saudades sufocantes de pessoas de outras vidas? Não haveria uma desvalorização das várias vidas, das relações e da própria vida?
Enfim, penso que não preciso de ir mais longe nestas conjecturas utópicas para contradizer o supracitado ditado Alemão pelo menos em relação à nossa vida. Aí, eu substituiria o “einmal ist keinmal” por um “einmal ist das einigste Mal”, uma vez é a única vez.
Portanto, a meu ver, o facto de ser uma única vez (a nossa vida), faz dela algo tão valiosa, do mais valioso que se pode atribuir ao quer que seja, que nunca mais se repete. Aliás, cada momento desse todo, nunca mais se repete. E esses “todos” em conjunto formam um “Todo” que é temporário e nunca se repetirá.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Crítica de Moda



Ao observarmos as tendências deste verão, verificamos que as cores predominantes são essencialmente os amarelos, os vermelhos, os pretos e os cinzas que se sobrepõem aos verdes, castanhos e azuis que continuam, no entanto, a sobreviver com alguma dificuldade. Estas cores aguerridas quebradas pelos pretos e os cinzas seguem, como tudo, as tendências internacionais inspiradas no sangue derramado pelo petróleo no médio oriente muito ao gosto do ocidente retocado por um design mais oriental sob a forma chinesa de ameaça de veto a uma resolução da ONU para o genocídio em Darfur, pelo facto de o Sudão ser um dos principais fornecedores de petróleo para Beijing.
Resumindo a moda neste momento têm como temas de fundo: o fogo, o petróleo, o sangue e as cinzas em todas as variantes. Só falta mesmo uma erupção vulcânica para reforçar as cores supracitadas.
Esperemos que os “criadores da moda” futuramente se cansem um pouco destas tendências de cores berrantes e de choque para passarem para os tons um pouco mais suaves porque já começa, para usar um termo popular, a enjoar.

terça-feira, julho 25, 2006

Diálogo genericamente estúpido na farmácia

Baseado em factos reais.

- Boa tarde!

- Boa tarde! Em que é que lhe posso ser útil?

- Tenho aqui uma rexeita da xôtora para um medicameinto.

- Ora, vejamos … Temos, então, uma receita para um anti – biótico. Sim, senhor …
Tenho aqui este que é da marca indicada na receita e tenho aqui este genérico. O que é que prefere?

- Não estou a perxebere …!

- A Sra. Dra. não pôs as cruzes aqui em baixo. A maioria dos médicos assinalam que só pode ser os medicamentos por eles indicados mas a sua médica deu a opção de escolher entre o da Bayer e um genérico ao não pôr as cruzes aqui em baixo … está a ver …?

- Ahhhhhhhh! Eu cá só compro coijas de marca, mesmo na feira ... Eu já ouvi falar dexass coijas na televijão. Qual é a diferenxa?

- Bom a única diferença é que o da Bayer custa 25 euros e 62 cêntimos e o genérico custa 6 e 15, minha senhora.

- Ah, sim? E agora …? Não sxei …? Estas coijas mais baratas são de dexconfiar…? A maioria dos médicos põe as crujes, não é …? Será que a minha médica se exquexeu de pôr as crujes …?

- Minha senhora, são exactamente iguais, só que um não tem marca e, portanto, é mais barato.

- Ummmm! Não sxei, não sxei ….?
Perguntas, um pouco retóricas, do Morffina:

1- Porquê é que ainda se faz a pergunta da escolha?
2- Porquê é que existe o espaço das cruzes, a ser preenchido, conforme o critério dos médicos, no fundo do formulário das receitas?

sexta-feira, julho 21, 2006

Eurofederal - Balanço Positivo

Depois de verificar com uma certa mágoa as várias manifestações de desinteresse e de eurocepticismo em relação à UE, por parte dos portugueses, em conversas do dia-a-dia e de inquéritos vários ultimamente feitos, demonstrando muitos dos meus compatriotas uma memória e visão bastante curta, foi com agrado que li um artigo numa revista chamada “País Positivo” que vinha dentro do “Público” de hoje intitulado “1986 – 2006” – Portugal comemora 20 anos de adesão à Comunidade Europeia” baseado em dados da INE, Eurostat e da Direcção – Geral do Desenvolvimento Regional.
Este artigo refere que apesar da UE estar a atravessar uma crise de contornos indefinidos o país avançou na boa direcção, melhorando os índices económicos e o nível de qualidade de vida.

Realço alguns aspectos positivos flagrantes:

- A esperança de vida passou dos 70,3 para os 74,5 anos nos homens e de 77,1 para 81 anos nas mulheres.

- Em termos de PIB a diferença de Portugal relativamente à média da UE diminuiu: o PIB per capita (em Padrão de Poder de Compra) passou dos 54,2 por cento em 1986 para os 68 por cento em 2003 (UE a 15).

- O investimento em acessibilidades foi significativo, uma vez que em 1986 havia 196 km de auto-estradas, hoje há 2091 km.

- A taxa de inflação sofreu uma descida, dos 11,7 para os cerca de 2,2 por cento.

- A taxa de juro em 1986 era na ordem dos 15,8 por cento em 2005 desceu até aos 3,4.

- Percentagem de despesa do PIB em Investigação e Desenvolvimento passou de 26,4 por cento da média europeia para os 40,2 por cento.


Gostaria que a UE não perdesse o seu rumo e continue a ser um modelo mundial de bem-estar social e de respeito pelas diferenças a todos os níveis. Que não envereda por um caminho demasiado economicista. Penso que será fundamental para o futuro da humanidade.

quarta-feira, julho 12, 2006

Monólogos de um Papa


A propósito da visita muito oportuna do Papa a Valência pela ameaça espanhola à “família tradicional” e a consequente ameaça ao Império.
Azar dos azares, Deus pregou mais uma partida. O acidente no Metro.

Bento XVI rezou. Terá ele feito a mesma pergunta, como fez à pouco tempo em Auschwitz? Uma coisa é certa. Se fez, a resposta deve ter sido a mesma.


Warum, mein Gott? Warum?

Gott …? Gott …? Gott …? … Gott …???

… Ach, scheiss!!!

Oh, well… The show must go on.

segunda-feira, julho 10, 2006


Isto era para ser apenas um comment ao post prévio mas prefiro que não haja confusões.

Estou um pouco desiludido porque pelos vistos ninguém percebeu este “poema”, especialmente os meus amigos ateus ou porque passaram esta fase muito prematuramente e já não se lembram ou porque já foram educados para o ateísmo no seio familiar. A minha recém amiga Daniela foi a que ficou mais perto porque “fantasma” é uma espécie de “espírito”, parte integrante do “Amigo”. Por isso, vou aceder ao pedido do desenho do Sem Quórum.
Imaginemos uma personagem criança, que como qualquer criança, vai se apercebendo das petas que lhes vão metendo durante a sua infância e dos amigos que supostamente a acompanham em várias fases da sua vida: a fada madrinha quando cai um dente; o Pai Natal na dita época festiva (originalmente Dia de Apolo) e aquele que supostamente nos deveria acompanhar toda a vida mas que nunca responde.
E para ser ainda mais claro acrescentei o “desenho” em cima porque o que foi utilizado no “poema” é um pouco dúbio.

PS. No próximo post vou bater no mesmo ceguinho. Desculpem aqueles que se sentem ofendidos mas sinto que é o meu dever desmascarar um embuste de vinte séculos.
Abraço
MF

sexta-feira, julho 07, 2006

Fase da vida de uma criança


O meu Amigo morreu
O meu grande Amigo morreu
Que alegria
Consigo respirar
Por um lado fico triste mas por outro sinto-me tão liberto
Mais vale só do que mal acompanhado
Afinal o Amigo era Inimigo
Inimigo porque era falso
Não era dissimulado
Era falso
Falso porque afinal não existia
O meu Amigo era nada
E nada não existe
Nem Inimigo era
O meu Amigo era imaginário
Que alívio
O meu Amigo morreu
Dependia tanto Dele
Finalmente estou
Livre

sexta-feira, junho 30, 2006

PEDRADA


Há um ditado inglês:

“Sticks and stones will break my bones but words will do no harm.”


Traduzido quer dizer mais ou menos:

Paus e pedras partem-me os ossos mas as palavras não me farão mal.


Apetece perguntar:

E se depois das palavras vêm os paus e as pedras?

Ou então quem é que alinha numa “pedrada”?

segunda-feira, junho 26, 2006

FUGAS

Hoje é um dia dedicado à reflexão de um dos grandes males que aflige o mundo.

Todos nós temos as nossas fugas. Uns vão mais longe que outros. Uns vão tão longe que não regressam mais.

A Vida é tão bela e tão cruel ao mesmo tempo.
Aquilo que é muito belo é quase sempre efémero e insuportável.
Sem querer ser condescendente, relembro que há drogas que não destroem tanto:
Futebol … ler … escrever … enfim outras coisas que nos poderão remeter para um mundo paralelo de felicidade.
Há quem se vire para a religião … enfim … não posso condenar … embora considere que seja uma das que provoca mais alucinações e ilusões e por vezes é precocemente mortal.

Um abraço a todos que procuram a felicidade.
Tentem não se matar ao fazê-lo e não destruam a vida de outros por arrastamento.

terça-feira, junho 20, 2006

Eurofederal - She sits and waits


She sits and waits.
Her heart aches.
Her children are afar.
They only care about their petty little lives and their petty little problems.
They are worried about their big problems.
They only remember their siblings when they feel they will get something out of it.
They argue and fight. They hardly agree on something to the full.
They only have meals together at the table on the festivities. Even then they argue.
They don’t remember their roots. The adopted children are looked at with disdain.
Their mother sits and waits.
Her heart aches.
“When will we become a real family? Maybe ... one day ... before I die.”

sexta-feira, junho 16, 2006

SORTE MACACA


A notícia de um acto hediondo, testemunhado, de o responsável máximo das Casas do Gaiato, padre Acílio Fernandes, em que este esbofeteou um menino de cinco anos, fez-me lembrar um filme excelente de Woody Allen “Match Point” no qual a ideia transmitida é de que a vida de uma pessoa é decidida pela sorte.
A vida de facto é um conjunto sequencial de acções imprevistas. É feita de um conjunto de seres que se encontram e a amálgama de vontades de cada um formam um caos ordenado de acontecimentos que originam a direcção das suas vidas.
Não, não é o destino. Isso pressuporia que houvesse uma espécie de programação de todas as vidas, por uma entidade omnisciente.
À partida este exercício seria de uma estupidez atroz. Numa visão cristã estariamos perdoados ou danados à nascença. Já se saberia quem é que seria ladrão, assassino, mentiroso ou honesto antes de nascer. Não faz sentido.
Sendo assim:

é preciso ter sorte …
para nascer no seio de uma família católica e ser baptizado para assim obter a salvação e a consequente vida eterna.

para nascer numa família que dê amor, carinho e acompanhamento durante a vida.

para não nascer na Faixa de Gaza e ter como única saída de orgulho e de realização pessoal a de ser um bombista suicida …

PS - Faço um repto para quem lê este post que continue nos comments esta sequência aleatória de sortes.

sábado, junho 03, 2006

acrescentando


vou
respirando
ofegante confiante
esganado zangado alegre
vendo
cegamente claro
embriagadamente sóbrio
lucidamente enublado
ouvindo
tontamente interessado
desinteressadamente atento
concentradamente distraído disperso
lendo
profissionalmente aborrecido
avidamente faminto
falando
oralmente gestual
visualmente expressivo
embrulhadamente vago
pensando
existindo
passivamente
participativamente morto
efusivamente revolucionário
teimosamente conservador
socialmente aspirante
indubitavelmente existente
poeticamente ridículo
vou
sentindo sobretudo
ferozmente agradecido a Amigos
amando a minha Família
profundamente
sendo
divinamente liberto
estupidamente resistente
temporariamente presente

quinta-feira, junho 01, 2006

3º Ciclo do 3º Ciclo – Guerra Fria

Com a avaliação dos professores a ser feita, em parte, pelos pais e encarregados e de educação responde a Fenprof que o ME “comprou uma guerra terrível”.
Acho muito bem! Acho que até nos deveríamos avaliar todos uns aos outros.
Os professores deveriam, também, avaliar os pais e os encarregados de educação e se estes tivessem duas menções negativas o Estado retiraria a custódia dos respectivos educandos.
Mas não pararíamos aqui. Esta inter – avaliação alargar-se-ia a toda sociedade. Os doentes avaliariam os médicos e vice-versa., podendo os médicos ser afastados e os doentes perderem o direito à assistência médica. Estas medidas seriam aplicadas com os criminosos e polícias; os prisioneiros e guardas – prisionais; os guardas – prisionais e os directores prisionais; o público e os mass – média; os beatos e congregações em geral e os padres; os padres e os bispos; os bispos e os cardeais; os cardeais e o Papa; o Papa e …; enfim a todos os sectores da sociedade portuguesa.

Com esta avaliação mútua. Seria a sociedade Big Brother no seu pleno. Seria como na Guerra Fria em que os antigos blocos se vigiavam mutuamente e em que ninguém ousava lançar o primeiro míssil porque então não ficaria ninguém para festejar a vitória.

Todos os males acabariam. Ninguém ousaria atirar a primeira pedra.

Sou a informar que é obrigatório uma avaliação qualitativa (insuficiente, regular, bom, muito bom, excelente) em relação ao autor deste post nos comments.

Obrigado.

terça-feira, maio 30, 2006

Justiça Taxativa

Com o fim dos alugueres de contadores de água, luz e gás surge a pergunta:
E a assinatura mensal de 15 Euros de telefone fixo da PT?
A PT justifica-se com despesas de 150 milhões de Euros anuais devido a uma prestação de serviço universal, nomeadamente a existência de uma linha dedicada ao cliente. Segundo o “Público” as receitas com essa mesma taxa fixa é na ordem dos 700 milhões de Euros anuais.
A PT queixa-se que a Anacom não deixa que esta taxa seja transformada em minutos de chamadas devido aos concorrentes.
Já que, pelos vistos não se pode baixar o preço da assinatura porque a PT ficaria a perder 550 milhões, penso que seja lógico, então, a sugestão de acabarmos todos com as despesas e queixas da PT!

quarta-feira, maio 24, 2006

2º Ciclo do 3º Ciclo – Xiriri Bate Bate Bate


Manchete do JN (24/05/06):
“Academia de Coimbra aceita praxe violenta”

Ao lado:
“Cerca de 30% dos universitários querem tradição obrigatória"
"Estudo revela que 80% dos 2819 alunos inquiridos são a favor da discriminação sexual”

No corpo da notícia, entre outras revelações surpreendentes:
“Quase um quinto dos inquiridos (18,4%) admite que não lê livros …”

81,6% lê livros?!?!?

Aí está! O resultado de tantos anos de pedagogia nas escolas básicas e secundárias de Portugal.
Resultou a preocupação e trabalheira das Áreas – Escolas, dos Clubes, dos DPSs, das aulas de Moral, mais tarde das Áreas Projectos, das Formações Cívicas e das aulas de EMRC. Umas NACs, ou “Nhacs”, como prefiro chamar, com a minha cara torcida como se tivesse a sofrer de uma cólica intestinal, que juntamente com as outras disciplinas de índole supostamente introspectivo e de construção de carácter, revolucionaram a Educação.

Pensando bem, nada disto nos admira. Era escusado a manchete. Bastou ver as entrevistas aos foliantes da Queima.

Cerbeijjjaaa!!! Eh! Eh! Eh! (com entoação tipo “Beavis and Butthead”)

Aliás, estou a imaginar as respostas no inquérito:

"Caloiros não são pessoas é malhar neles."
"Gajas? Só servem para uma coisa! Eh! Eh! Eh! "

Se estes já são assim, em que colegas meus do ensino superior já têm que interromper aulas por causa de atitudes inapropriadas deles, imaginem só daqui a uns anos com as NACs e companhia a darem os seus frutos mais suculentos.

O futuro é risonho!

Acrescento que não sou de todo inocente no que se refere às praxes, devido ao ambiente estudantil e à idade, mas sinceramente, a imbecilidade tem limites bastante notórios, e responder da forma como responderam muitos dos inquiridos é, de facto, preocupante. Quanto ao ler livros, enfim, … não serão os únicos académicos. E o resto da população em geral,já se sabe, uns morangos já os saciarão.

PS. Desculpem-me os mais sensíveis e os outros estudantes.

domingo, maio 21, 2006

Parabéns Ovarense!


Não podia deixar de assinalar mais um título recentemente conquistado pelo clube do meu coração, a Ovarense, agora Ovarense Aerosoles, na Liga Profissional de Basquetebol.
Só demonstra que com uma boa gestão consegue-se resultados, a contrastar, por muita tristeza minha, com o futebol. Aliás, já não se pode falar como se fosse o mesmo clube. O basquetebol separou-se do futebol há alguns anos. O emblema, como se vê em cima, foi modificado recentemente. Esta separação foi inteligente porque senão a secção do basquetebol, teria sido arrastado para a situação financeira caótica em que se encontra a Associação Desportiva Ovarense, tal como as muitas outras secções do clube, que já foi eclético e do qual ainda … sou sócio.
Espero um dia ver a cidade de Ovar com um clube no primeiro escalão português de futebol. Já participaram muitos clubes de outras tantas localidades mais pequenas. Basta ver para a próxima época o Desportivo das Aves como exemplo.
De qualquer maneira, um atenuar de sofrimento da Nação Vareira com este título.

Viva a Ovarense! Viva Ovar!

quinta-feira, maio 18, 2006

Negócios – Fátima Shopping

Li no Público de Sábado, 13 de Maio, que o Presidente da Câmara de Ourém está muito preocupado com a “revolução urbana em Fátima”.
Está previsto para Outubro 2007 a inauguração da nova Igreja da Santíssima Trindade que pode vir a ser visitado por Bento XVI. Esta visita poderá tornar-se numa vergonha, segundo as palavras do supracitado autarca, se o Estado (isto é, nós, mais coisa menos coisa) não ajudar com o dinheiro que falta para a obra rodoviária com que a autarquia se comprometeu.
Devo dizer que acho muito bem que se dê o resto do dinheiro para além dos 2,46 milhões já cedidos. Se já se contribuiu para outras infra-estruturas rodoviárias à volta de outros empreendimentos comerciais, de outros grandes grupos financeiros que tanto contribuem para o desenvolvimento económico do país, porque se havia de discriminar este. As pessoas têm que ter sítios onde passear aos Domingos e outros dias livres e pôr dinheiro a circular para que haja dinâmica económica. Eu próprio sinto-me espiritualmente realizado quando passeio os corredores do Arrábida Shopping. É verdade!

quinta-feira, maio 11, 2006

1º Ciclo do 3º Ciclo - As minas de sal

Que pasmaceira… O dia-a-dia não passa disso mesmo. Já não faz sentido. É uma violência suave, quotidiana, ou então um dormir acordado. Ninguém quer lá estar. Para os alunos é uma passagem obrigatória. Não interessa aprender. É preciso é passar… passar o mais rapidamente possível esta secção duma fase das suas vidas. É preciso “tirar positiva”. E sabemos a quem, não é?
Lembra-me um filme de Richard Brooks, de 1955, intitulado Blackboard Jungle, adaptado do romance homónimo de Evan Hunter, em que ir para uma aula suscitava nos professores o comentário «de volta às minas do sal», numa alusão aos castigos infligidos na Sibéria por estaliniana ordem.
Esta coisa fornecida aos caixotes pela firma Marketing Excrement (mais conhecida por Ministério da Educação), com orientações bem definidas ou definidamente vagas, para que o público-alvo saia satisfeito. Se não sair a bem, sai a mal. É preciso é sair. Sair antes de desistir. Deus nos livre de alguém desistir.
Para os profes ou doce(-)entes é também uma passagem obrigatória, ou melhor, paragem obrigatória, quase cardíaca. É um Ciclo vicioso e viscoso. É um pântano. Depois de lá entrar, é muito difícil sair. Tem que se deixar sair os outros. Salvem-se as crianças primeiro, como num naufrágio! É um Ciclo. Um remoinho que nos suga.

… Por hoje chega!!!

Eurofederal - Intróito

Eu, que sou europeísta convicto, não podia deixar de assinalar o 9 de Maio. Dois dias depois, mas só o faço agora porque só hoje criei este despejo da minha alma, baptizada de Morfina. Diz a sabedoria popular, «mais vale tarde do que nunca».
A construção da Europa (unida) tem sofrido alguns abalos, com os nacionalismos a manifestarem-se desenfreadamente em variadíssimas situações, tanto a nível das elites dirigentes como no povo. Lá vai indo devagar, como a tartaruga ideal que esperançadamente compete na estória com a lebre real.
Espero bem que um dia a minha filha possa usufruir de uma Europa verdadeiramente democrática, social, política e economicamente coesa.
Falarei muito deste tema porque acredito que as nações e os povos europeus têm muito em comum e que um dia seremos uma Europa.
Já agora, para quando o feriado do “Dia da Europa”?
Seria uma boa pergunta / sugestão para a Comissão presidida por Durão Barroso, não acham?