A dor é a manifestação primordial da vida. Tudo o que fazemos é para atenuar essa dor. A felicidade suprema seria a ausência total de dor. Eis uma tentativa de contribuição para minorar esse sentimento … Como naquela expressão inglesa: I have my moments, em resposta à pergunta, Are you happy?

terça-feira, setembro 18, 2007

Pensamentos sobre o Portugal actual e o Portugal possível no âmbito do “País Possível” de Ruy Belo - I


Introduz-se a obra supra com um poema de James Joyce sobre a sua Irlanda.

Uma bela introdução, tendo em conta que o povo irlandês, de herança católica, tem muito de semelhante em determinados aspectos com o povo português.

À primeira vista parece um pouco desactualizado, no que se refere à debandada transfronteiriça, mas, como sabemos, começa haver sinais de que afinal estes versos ainda se aplicam na perfeição ao nosso contexto e à nossa contingência.

O que é que me dizem?

I love my country – by herrings I do
I wish you could see what tears I weep
When I think of the emigrant train and ship

Eu amo o meu país, pelos arenques juro que amo
Gostaria que vísseis quantas lágrimas a fio
Derramo ao ver cheio de emigrantes um comboio ou um navio

James Joyce

3 comentários:

Ai meu Deus disse...

A mim faz-me lembrar a Rosalia de Castro.

Está mal lembrado?

Sem Quórum disse...

Outro povo tão errante quanto o português é o judeu, pois são de pátria pequena e estão em todo o lado. Se a palavra "saudade" é tão nossa, a diáspora que a origina não o é menos! Só é pena que os que nos governam não se lembrem também de emigrar... Pelo menos tentariam ser mais bem sucedidos noutro lado!
Abraço,
ALM

martim de gouveia e sousa disse...

assim o destino, assim dois nomes que adoro na literatura... abrç.