Neste trecho, morffinizado, de “Morte ao Meio-Dia”, de Ruy Belo, descubram os versos acrescentados, de piada fácil.
Que me desculpem. São brincadeiras de quem tem pouco que fazer.
No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
com muito pondero e pouco siso
Novembro é quanta cor o céu consente
Se não fosse tão triste daria muito riso
às casas com que o frio abre a praça
Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e corre e varre o adro menos
que o mais zeloso varredor municipal
impelido pelo espírito governamental
Mas que fazer de toda esta cor azul
De presidência temporariamente absorvida
que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente tem saúde e assistência cala-se
e mais nada
Neste país de vestido socrático emprestado
A boca é para comer e trazer fechada
o único caminho é direito ao sol
às urnas em bloco sem medo!
Um extra (para não escrever PS) para agradecer ao Gomes, que tem toda a razão no seu comentário ao post anterior:
Dicen que no hablan las plantas, ni las fuentes ni los pájaros
ni el onda con sus rumores, ni con su brillo los astros:
lo dicen, pero no es cierto, pues siempre cuando yo paso
de mí murmuran y exclaman: -- Ahí va la loca, soñando ...
Gostei muito de conhecer melhor a Rosália de Castro.
No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
com muito pondero e pouco siso
Novembro é quanta cor o céu consente
Se não fosse tão triste daria muito riso
às casas com que o frio abre a praça
Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e corre e varre o adro menos
que o mais zeloso varredor municipal
impelido pelo espírito governamental
Mas que fazer de toda esta cor azul
De presidência temporariamente absorvida
que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente tem saúde e assistência cala-se
e mais nada
Neste país de vestido socrático emprestado
A boca é para comer e trazer fechada
o único caminho é direito ao sol
às urnas em bloco sem medo!
Um extra (para não escrever PS) para agradecer ao Gomes, que tem toda a razão no seu comentário ao post anterior:
Dicen que no hablan las plantas, ni las fuentes ni los pájaros
ni el onda con sus rumores, ni con su brillo los astros:
lo dicen, pero no es cierto, pues siempre cuando yo paso
de mí murmuran y exclaman: -- Ahí va la loca, soñando ...
Gostei muito de conhecer melhor a Rosália de Castro.
