A dor é a manifestação primordial da vida. Tudo o que fazemos é para atenuar essa dor. A felicidade suprema seria a ausência total de dor. Eis uma tentativa de contribuição para minorar esse sentimento … Como naquela expressão inglesa: I have my moments, em resposta à pergunta, Are you happy?

terça-feira, março 27, 2007

Eurofederal - Portugal Europeu?









Pessoas amigas têm manifestado a sua estranheza pelo facto de eu, europeísta convicto que sou, não ter, até agora, escrito uma única palavra em relação à celebração dos cinquenta anos do Tratado de Roma.
Devo dizer que não o fiz, antes, porque me tenho sentido um pouco amargurado com alguns europeus. Especialmente aqueles oriundos da Polónia, República Checa, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, ... mas acima de tudo, de Portugal.
Considero que, de facto, alguns países ainda não estão na Europa, na verdadeira acepção da palavra, isto é, progressistas, abertos, multiculturais, solidários, visionários, empreendedores …
O meu querido Portugal que amo e odeio tanto, ainda não é um país Europeu porque uma parte substancial da sua população ainda sente a necessidade do conforto de uma mão guiadora, qual pastor. Uma grande parte dos portugueses ainda não cresceu, contínua no Portugal dos pequeninos, sebastianista, à espera da mão paternal de segurança e conforto, quietinhos a um canto sem que ninguém perturbe a sua pasmaceira provinciana.
Sim! Falo desse país mesquinho, avarento, beato, de mentes pequenas e fechadas, hipócrita, criado à imagem desse “grande português”, Dr. António Oliveira Salazar.
Não! Não digo isto apenas por causa desse concurso idiota da RTP (que depois de 50 anos ainda não sabe fazer televisão). Digo isto, porque é o que se denota no dia – a – dia dos portugueses, pelos seus desabafos que chegam a arrepiar de tão imbecis que são.
Depois de 21 anos da entrada para “a Europa”, continua muita gente com medo, com fobia ao que é novo, às novas tecnologias, às novas ideias, às “novas” culturas. Continuam a culpar os outros pelo seu mal – estar. Continuam à espera que alguém os guie, os indique o caminho, seja por vias divinais, estatais, ou por símbolos austeros de mão de ferro. Ainda não existe cultura democrática em Portugal de modo suficiente para que este país seja mesmo “Europeu!”, isto é, um verdadeiro país, e não um recipiente esbanjador de fundos de coesão.

Felizmente muitos Portugueses tentam rumar contra a maré.


Outro aspecto positivo de hoje (ontem) foi a assinatura em Berlim de um documento que repõe a Europa num caminho mais político e menos tecnocrático no espírito original do Tratado de Roma (grande Angela Merkel!).



Apesar de algum supra



Termino com um

Viva Portugal!!!

E um

Viva a Europa!!!

(o mundo bem precisa dela politicamente forte).






7 comentários:

Sem Quorum disse...

Agora já não só D. Sebastião que se aguarda por entre as nebulosos brumas de uma manhã de nevoeiro: há tb quem espere que o imberbe rei aparece de braço dado com o beato Salazar! Ou seja, um mal nunca vem só!

martim de gouveia e sousa disse...

viva! viva! viva o rei! abraço!

Ai meu Deus disse...

Viva Portugal?! o que é lá isso? Viva a Europa?! o que é que pode ser lá isso?

Q'ais quê!... Viva o Mundo! Viva a Revolução! Viva a unidade proletária! Viva a solidariedade!

Abraço.

O Micróbio II disse...

Demonstraste uma característica bem portuguesa com este teu desabafo... o do pessimismo latente! :-) Daqui por uns tempos podes acrescentar a França ao rol de países ainda não europeus: quando o Sarkozy vencer as presidenciais!

morffina disse...

Tens razão, Micróbio, a Segoléne Royale é bem melhor!

tótó55 disse...

O meu querido Portugal que amo e odeio tanto. Somos assim pronto!!

Daniela Mann disse...

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Uma Páscoa Muito Feliz, deseja a Daniela