A dor é a manifestação primordial da vida. Tudo o que fazemos é para atenuar essa dor. A felicidade suprema seria a ausência total de dor. Eis uma tentativa de contribuição para minorar esse sentimento … Como naquela expressão inglesa: I have my moments, em resposta à pergunta, Are you happy?

terça-feira, julho 08, 2008

Um momento exemplar do Portugal Suave


Há uns dias, no noticiário da SIC, surgiu uma "reportagem" da apresentação do novo livro da Margarida Rebelo Pinto, intitulado “Português Suave”, pelo Paulo Teixeira Pinto, no Hotel Ritz, em Lisboa.

Desde logo surgem vários porquês retóricos:

1- Porque é que a SIC fez publicidade a este livro da literatura light (como se sabe, os produtos light têm uma redução substancial do seu ingrediente principal tornando-o numa quase antítese desse produto)?
2- Porque é que o Paulo Teixeira Pinto apresentou o livro?
3- Porque é que a SIC entrevistou o supra iluminado, licenciado em Direito, sobre o livro?
4- Porque é que a MRP surge com uma clivagem tão proeminente, mais do que alguma vez se viu (talvez a única parte “suave” da apresentação com interesse)?
5- Porque é que o PTP não aproveitou para lançar um livro sobre “Como Ganhar Uma Reforma Choruda Em Pouquíssimo Tempo”? Seria com certeza um best-seller.
6- Porque é o povo português é tão "suave" e deixa este país andar suavemente na onda destes “Portugueses Suaves”?

5 comentários:

Sem Quórum disse...

Em Portugal, a cultura anda muitas vezes de mãos dadas com a política. E se de literatura se trata, o panorama equivale ao da música: já não é só esta que é pimba!
«Português Suave» ou «Menino de Ouro» (o outro era «menino guerreiro»!), desconfio que o Plano Nacional de Leitura não surtiu o efeito desejado...
Abraço,
ALM

martim de gouveia e sousa disse...

acalma-te, morf, sê suave... abrç.

bernard n. shull disse...

hi mate, this is the canadin pharmacy you asked me about: the link

morffina disse...

Who the hell are you, "mate"? ... Forget it! I don't really wanna know!

O Micróbio II disse...

E apesar de toda a mediatização do lançamento, o livro é bom?