A dor é a manifestação primordial da vida. Tudo o que fazemos é para atenuar essa dor. A felicidade suprema seria a ausência total de dor. Eis uma tentativa de contribuição para minorar esse sentimento … Como naquela expressão inglesa: I have my moments, em resposta à pergunta, Are you happy?

terça-feira, setembro 18, 2007

Pensamentos sobre o Portugal actual e o Portugal possível no âmbito do “País Possível” de Ruy Belo - I


Introduz-se a obra supra com um poema de James Joyce sobre a sua Irlanda.

Uma bela introdução, tendo em conta que o povo irlandês, de herança católica, tem muito de semelhante em determinados aspectos com o povo português.

À primeira vista parece um pouco desactualizado, no que se refere à debandada transfronteiriça, mas, como sabemos, começa haver sinais de que afinal estes versos ainda se aplicam na perfeição ao nosso contexto e à nossa contingência.

O que é que me dizem?

I love my country – by herrings I do
I wish you could see what tears I weep
When I think of the emigrant train and ship

Eu amo o meu país, pelos arenques juro que amo
Gostaria que vísseis quantas lágrimas a fio
Derramo ao ver cheio de emigrantes um comboio ou um navio

James Joyce

quinta-feira, setembro 06, 2007

Regresso ao Futuro de Portugal

Depois dos 3 mesinhos de férias de verão é o regresso ao “trabalho” na escolinha. Trabalho? Há! Há! Há! Reuniõesinhas de carácácá, em que se discute o sexo dos anjos (sabendo-se já que é com as asas para a frente para não estorvar).
Alegras-nos a ideia de ouvir as saudosas doces vozes das crianças nos pátios, ansiosas pelo toque da campainha, sedentos dos vários saberes extasiantes que lhes serão proporcionados pelos “stores”, especialmente os PTs que acumulam, com prazer e sabedoria anciã, os cargos mais importantes da escola.
Que alegria pensar no trabalho gratificante da docência neste Portugal de erudita tradição e de gosto ancestral de cultura.
Ahhhh! Como será bom depois de um trabalho aprazível os interregnos deleitantes do Natal, Carnaval, Páscoa e finalmente verão, para não falar nos imensos feriados, pontes e por aí fora!
Que boa vida!
Feliz dia em que escolhi esta profissão!

sábado, agosto 04, 2007

“No nosso tempo, precisamente como em 1847, …”

No meio da minha preguiça cibernautica, nesta Silly Season, tenho recorrido, como habitualmente em situações semelhantes, a outras actividades mais antigas. Uma delas é a leitura de livros propriamente dito.
Deparei-me entre mãos com as Cartas de Inglaterra do Eça. E dando uma reespreitadela, chamou-me a atenção o título da primeira carta ou do primeiro capítulo ou da primeira crónica (enviada a um jornal portuense da época), como quiserem, que é Afeganistão e Irlanda. Ora o curioso é que esta carta descreve, de uma forma satírica, um momento histórico que me faz lembrar qualquer coisa …. Hmmmm!!!! Não estou bem a ver … O que é que será? Podem-me ajudar …? Leiam este trecho para ver o que é que acham.

(…)
Em 1847 os ingleses, “por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia…” e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente, retorcendo os bigodes – invadem o Afeganistão, e vão aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e, logo que os correspondentes dos Arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz … Assim é exactamente em 1880.
No nosso tempo, precisamente como em 1847, chefes energéticos, Messias indígenas, vão percorrendo o território, e com os grandes nomes de Pátria e de Religião, pregam a guerra santa: as tribos reúnem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário contra o estrangeiro, o homem vermelho, e em pouco tempo é todo o rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a estrada da Índia… E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravancado de artilharia, escoando-se espessamente, por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o.
Foi assim em 1847, é assim em 1880. (…)

sexta-feira, julho 27, 2007

Céus Europeus


Ao olhar o céu que explodiu, admirado
Admiro-me como o rasgo do trovão
Se rebenta em lágrimas de vida e de morte

Ao olhar o céu que explode, consternado
Pergunto porque o sol devora o ar tão avidamente
Em chamas se exubera, vivendo a morte

Sei, no entanto, que o porquê não existe

Nenhuma causa
Nenhum rancor
Apenas o acontecer
Apenas o tempo que mói a sua colheita

domingo, julho 22, 2007

DOGMAtrix (Parte I)

Morffineus da-lhe dois comprimidos a escolher para tomar, um, o comprimido da verdade, o outro da ilusão dogmática. Se escolher o primeiro, continue a ler. Se escolher o segundo é porque não quer sair do seu coma conformista e confortável, isto é, do mundinho virtual que foi montado na sua mente.

Se está a ler isto é porque tomou o comprimido vermelho, o da verdade.

Este comprimido inseriu-lhe um programa de rasto que lhe vai revelando a verdade de um modo suave para que não cause danos irreversíveis. Por outras palavras você vai, de certa maneira, acordando aos poucos. O mundo verdadeiro, nu e cru, vai-lhe aparecendo através de fragmentos, por vezes, um pouco enigmáticos, mas que se vão juntando, formando um puzzle revelador e libertador. Só acordará completamente se tiver a capacidade de interpretar e compreender o que lhe vai aparecendo. Não pare por aqui. Tome a iniciativa. Estude, consulte e analise a partir dos indícios que vão surgindo e verá que será mais fácil sair desse mundo falso.
Se sentir que a sua sanidade mental está em perigo, pare imediatamente e tome rapidamente o comprimido azul que lhe voltará a pôr no estado de mentira aconchegante em que se encontrava.

Cá vai a primeira espreitadela ao mundo verdadeiro:

“A VERDADE VOS TORNARÁ LIVRES” JOÃO (8, 32)

Estava Ele ainda a falar para a multidão, quando apareceram Sua Mãe e Seus irmãos, que do lado de fora, procuravam falar-lhe. Disse-lhe alguém: “A Tua Mãe e os Teus irmãos estão lá fora e querem falar-te”. Jesus respondeu ao que Lhe falara: “Quem é a Minha Mãe e quem são os meus irmãos? E, indicando com a mão aos discípulos, acrescentou: “Aí estão Minha mãe e Meus irmãos; pois todo aquele que fizer a vontade de Meu Pai que está nos céus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe.”
Mateus (12, 46-50)
Marcos (3, 32)
Lucas (8, 19-21)

Chegado à Sua terra, ensinava na sinagoga de modo, que todos se enchiam de assombro e diziam: “De onde Lhe vem esta sabedoria e o poder de fazer milagres?
Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama a Sua Mãe Maria e Seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as Suas irmãs não são da nossa terra?
Mateus (13, 54-56)
Marcos (6, 3)

Isto só foi uma pequena incursão. Reflicta calmamente. Consulte. Confirme. Digira. Tire as primeiras conclusões. Esperemos que esteja a conseguir acompanhar. O começo é o mais difícil.
Aguarde pela próxima.

sábado, julho 14, 2007

Fu…t(eb)olices Portuguesas


Gosto de futebol. Fui habituado a vê-lo e até joguei quando era miúdo. É um vício. No entanto, devo dizer que fico um pouco incomodado pela importância dada às declarações das pessoas envolvidas nesse meio. Tudo bem. Só houve e vê quem quer, mas a atenção dada pelos media pressionados pelas audiências e, portanto, mercado, leva a que algumas pessoas assumem uma sobranceria parola, com poses de chefes de estado e / ou intelectuais consagrados. Poderia estar aqui todo o dia a enumerar exemplos. “Vocês sabem do que eu estou a falar …”.
Esta importância dada ao mundo do futebol e seus intervenientes perverte o espírito da “coisa”. Em vez de se ensinar valores de desportivismo e civismo em geral, esta loucura mediática transmite aos mais novos e não só, a ideia do vencer a qualquer preço e como consequência o sucesso e o vedetismo.
Discute-se nos cafés, nas ruas, nos empregos, nas escolas … pormenores patéticos de novelas futebolísticas e outras futebolices.
O culminar desta perversão do futebol, misturado com a falta de maturidade cívica e sentido de prioridades do nosso povo em geral, leva a que aconteçam situações como esta recente no Canadá, no Mundial de sub-20. Não esqueçamos outros exemplos como as de João Pinto, no Mundial da Coreia, com o soco ao arbitro e da destruição do balneário em França após a vitória dos sub-21 …
As declarações do Presidente da FPF, Gilberto Madaíl, após a derrota com a Holanda, dos sub-21, no Europeu do escalão, ainda antes da eliminação da prova e da participação nos jogos olímpicos, sobre a influência de um alto dirigente holandês da UEFA na arbitragem que prejudicou Portugal, demonstram uma insensatez quase infantil que reina nas bocas dos dirigentes de futebol em geral.
Estas declarações, entre tantas outras, acrescentadas agora a estas dos responsáveis e jogadores da selecção de sub-20 assume um carácter quase de tragicomédia.

Lê-se no jornal Record:

Zequinha: «Desculpas a todos os portugueses»
AVANÇADO INVOCA "MOMENTO DE DESESPERO
"

O avançado Zequinha pediu desculpa ao povo português pela sua expulsão no jogo dos oitavos-de-final do Mundial de Sub-20 diante do Chile, perdido pela Selecção por 0-1.

"Quero pedir desculpa a todos os portugueses, que sempre nos apoiaram, e também ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, que não merecia nada disto que aconteceu. Foi um momento de desespero. Não vai voltar a acontecer. Não sei se a federação ou a FIFA vão tomar medidas. Peço desculpa por tudo", disse o n.º 9, expulso por tirar o cartão vermelho da mão do árbitro, que acabava de o mostrar ao defesa-direito Mano, por agressão deste a um opositor chileno.

Como atenuantes (talvez aquelas de que falou Couceiro, também à chegada), Zequinha explicou os pensamentos que teve na altura dos incidentes:

"Estávamos a perder por 1-0 e faltavam cinco minutos para o fim. O árbitro ia expulsar um jogador muito importante e eu só tirei o cartão para que ele pensasse duas vezes. Antes, tinham havido duas agressões ao Fábio Coentrão e nada aconteceu."

Ainda acrescento as palavras de José Couceiro de hoje, também no Record:

Couceiro: «Não vejo motivos para abandonar o cargo»
TÉCNICO FALA EM "ATENUANTES" PARA SUB-20

O seleccionador nacional José Couceiro não vê por que há-de abandonar o cargo, mesmo depois dos maus resultados que obteve no Europeu de Sub-21 e no Mundial de Sub-20.

"Não vejo motivos para isso acontecer. Os Sub-21 não foram tão longe como todos gostaríamos, mas ainda assim fizemos a terceira melhor classificação de sempre da selecção. Quanto aos Sub-20, evidentemente que saímos mal. Mas atingimos o objectivo que tinha sido traçado, que era chegar aos oitavos-de-final", frisou o técnico.

Quanto aos graves incidentes disciplinares do encontro com o Chile, Couceiro traçou as linhas de acção, sem querer adiantar-se sobre o assunto: "Tenho conhecimento que vai ser aberto um processo. Por isso, não vou comentar. Eu próprio fui buscar o jogador dentro do campo. Se há um inquérito, responderei na altura."

Mas o treinador asseverou ainda que "pode haver atenuantes" -"Naquele momento Portugal estava à procura do golo do empate. Qualquer acção para queimar tempo, beneficia sempre a equipa adversária" -, que a primeira coisa que os jogadores expulsos (Zequinha e Mano) fizeram foi pedir desculpa à restante equipa e ao comando técnico, e que toda a situação "será analisada internamente."



Lágrimas, meus amigos … lágrimas …

sábado, julho 07, 2007

Portugal Simplex: Satisfaz Duas Vezes





Duplamente activado
Duplamente acusado
Duplamente afixado
Duplamente aldrabado
Duplamente aliciado
Duplamente angariado
Duplamente aninhado
Duplamente apitado
Duplamente arrasado
Duplamente arredondado
Duplamente arrependido
Duplamente arrepiado
Duplamente arrumado
Duplamente assegurado
Duplamente assobiado
Duplamente auscultado
Duplamente avultado
Duplamente banalizado
Duplamente baralhado
Duplamente bufado
Duplamente burocratizado
Duplamente cansado
Duplamente carregado
Duplamente castigado
Duplamente chateado
Duplamente cobrado
Duplamente colocado
Duplamente congelado
Duplamente convidado
Duplamente criado
Duplamente crucificado
Duplamente dado
Duplamente danado
Duplamente debitado
Duplamente desviado
Duplamente digitalizado
Duplamente dobrado
Duplamente empatado
Duplamente encurvado
Duplamente endividado
Duplamente enganado
Duplamente enra …ivecido
Duplamente enviado
Duplamente escolhido
Duplamente esmolado
Duplamente esquecido
Duplamente exigido
Duplamente fadado
Duplamente fatigado
Duplamente flexibilizado
Duplamente formado
Duplamente formalizado
Duplamente forn … ecido
Duplamente fustigado
Duplamente incomodado
Duplamente instabilizado
Duplamente instigado
Duplamente intimado
Duplamente intrigado
Duplamente inviabilizado
Duplamente irritado
Duplamente jurado
Duplamente laborado
Duplamente licenciado
Duplamente lixado
Duplamente maltratado
Duplamente mentido
Duplamente mestrado
Duplamente multado
Duplamente patronado
Duplamente prometido
Duplamente prostrado
Duplamente publicitado
Duplamente roubado
Duplamente sacaniado
Duplamente supranumerado
Duplamente sustido
Duplamente taxado
Duplamente traído
Duplamente usurpado
Duplamente vergastado
Duplamente vigiado
Duplamente visado
Duplamente vitimizado

quinta-feira, junho 28, 2007

Manhã de Testumunho Kitsch



Um pedaço da manhã foi dedicado à jardinagem.


Os odores das tileiras da rua ofereciam generosamente o seu odor extasiante.


E eu a regar...


Transeuntes poucos passavam pela minha ruinha.


Alguns interrompiam a minha paz com panfletos publicitários vários.


Um par deles com vestes clássicas, fato e gravata de homem, blusa e vestido, até ao queixo e bem abaixo dos joelhos, agarrou a oportunidade, e um panfleto de imagens idílicas do tipo kitsch, para me convidar cordialmente a um dos seus encontros de promoção de produto, , ... nada mais nada menos do que ... JEOVÁ!


Este produto tinha um intermediário de nome Jesus Cristo.


E eu a regar ...


Não vou aceitar o convite, honestamente.


Porque não?


E eu a regar ...


Não estou interessado nesse vosso produto que testemunham ter experimentado.


Mas assim vai-se afundar.


E eu a regar...


Vamos todos. Com o degelo e com tanta gente a regar, não demorará nada.


segunda-feira, junho 25, 2007

Eurofederal – Esperança Renovada

Será que a Carta de Direitos Fundamentais dos cidadãos da UE vai ter base legal?
Será que vamos ter um Ministro de Negócios Estrangeiros?
Será que vamos realmente ter um Presidente?
Será que os poderes parlamentares aumentarão?
Será que teremos menos comissários para um executivo mais pragmático?
Será que uns "polacos quaisquer" recuarão na sua decisão?
Será que haverá referendos?
Será que vão meter medo aos Europeus nos referendos nacionais?
Será que o tratado vai ter nome alfacinha?
O "caracol" lá vai andando ...
Um dia chegará ao destino.

segunda-feira, junho 18, 2007

O Esperanto: a língua de todos, porque não é de ninguém


Eu, como professor de Inglês, noto por vezes que a aprendizagem dela encontra alguma resistência por parte de muitas pessoas porque tem uma estrutura muito diferente da do Português, que é primordialmente de raiz latina.

Há também aquela ideia de que é uma língua que não é nossa, é de outros, ingleses, americanos, …
Em situações de encontros com várias nacionalidades, por vezes, sente-se um certo desconforto pelo facto de todos recorrerem ao inglês como língua neutra, universal, mas que é dominada com mais facilidade, obviamente, pelos nativos dela e por vezes parece até haver uma certa sobranceria e condescendência por parte destes em relação aos restantes.

O Esperanto, criado pelo o polaco, Zamenhof, no século XIX, que vivia numa zona com muitas etnias, tem sido sugerido como uma língua que poderia unir os povos em diversas situações. Há quem defenda que poderia ser a língua diplomática e não só da União Europeia, aprendida como segunda língua na escola, a seguir à nativa, servindo como um factor preponderante na união efectiva da Europa. Sendo uma língua que não pertence a nenhum país ou povo, as pessoas não sentiriam complexos em a utilizar. Para além disso é extremamente fácil de aprender, por ter regras gramaticais simples, sem excepções, tendo as letras apenas uma leitura possível.

Parece um pouco utópico, mas há muita gente que insiste nela, sendo falada em todo o mundo. E eu gosto destas ideias românticas de unir povos, não fosse eu tão europeísta.
Aqui têm um endereço de um sítio fantástico com tudo sobre a língua e como aprendê-la gratuitamente. Têm a opção de escolher o português, como língua orientadora, no canto superior direito da página. Têm, também um dicionário no lado direito (Vortaro) Espreitem e vão ver que vão ficar fascinados.
Pode ser que um dia destes estejamos a fazer e comentar posts em Esperanto.

http://pt.lernu.net/index.php

Ĉirkaŭbrako amikoj

quinta-feira, junho 14, 2007

Dose de Morffina






Dor que se sente
Dor de mente
Dor demente
Dor doente
Dor de repente
Dor quente
Dor de ventre
Dor evidente
Dor patente
Dor inteligente
Dor eminente
Dor vigente
Dor latente
Dor emergente
Dor urgente
Dor reminiscente
Dor pendente
Dor dependente
Dor independente
Dor permanente
Dor de gente
Dor de toda a gente

Um abraço suavizante para todos, especialmente para os muitos que sofrem de dores crónicas.

domingo, junho 10, 2007

Discurso Presidencial do Dia de Portugal


Cavaco promete não se resignar às dificuldades do país


Tendo em conta os significados do verbo resignar, podemos ter vários tipos de reacções a esta manchete do JN:

1) Ai que bom! Fico mais descansado.

2) Ora bolas! O homem não se vai resignar.

3) Obrigado! Eu também não me resignaria!
4) ... (Fico à espera)


resignar


do Latim
resignare


v. tr.,
renunciar a;

demitir-se de;

abdicar de;

exonerar-se;

v. refl.,
conformar-se;

ter resignação.

segunda-feira, junho 04, 2007

Só … crates, no governo e no partido

Ao ler o “Retrato da Semana”, de António Barreto, no Público, de 27 de Maio, com o titulo “Enfim, só!”, sobre Sócrates, a minha mente afigurou um mosaico de fotografias, do tipo daqueles que aparecem naqueles documentários televisivos sobre “companheiros de luta” de determinados líderes mundiais históricos, que entretanto se tornaram incómodos e foram "afastados" de uma maneira ou outra.

domingo, maio 27, 2007

Bicampeonato para a Ovarense


Permitam-me partilhar esta alegria convosco, mesmo que o basquetebol não vos diga nada.

A minha querida Ovarense não podia ter desejado melhor despedida para o velhinho Pavilhão Dr. Raimundo Rodrigues, casa da Ovarense Basquetebol, há décadas, ao vencer o seu arqui-rival nestas andanças o FC Porto, na "negra" da final dos play-off, à melhor de sete, conquistando mais um campeonato nacional. Venceu quatro jogos, desta final, contra três do FC Porto que chegou a assustar, depois de ter ficado em terceiro lugar na fase regular da época, tendo a Ovarense ficado em primeiro vencendo todos os jogos que jogou com o Porto (oito, incluindo outras competições domésticas) antes desta final.

O velho "caldeirão negro" merecia esta despedida. Espero que o novo recinto, a Arena Dolce Vita, mantenha esta "mística" de unir a nação vareira em torno da sua equipa, e que continue na linha da frente no panorama do basquetebol nacional.

Campeões! Campeões! Nós somos Campeões!

(chuif!)




sexta-feira, maio 25, 2007

“El Lino" avança perigosamente


O deserto avança assustadoramente em direcção a Lisboa. Os efeitos de “El Lino” têm tido um impacto devastador a sul do Tejo, salvando-se apenas a orla marítima, um verdadeiro oásis.
Foi lançado o alerta Laranja e pede-se que sejam tomadas todas as medidas para estancar os efeitos das correntes do “El Lino”. O governo diz, no entanto, que está tudo sob controlo e que não se deve entrar em pânico.

terça-feira, maio 22, 2007

Rigor Caricatural








É o tipo de gente
Que anda na frente
De um país indigente

De socrática inspiração
Com tiques de mandão
Zelosa funcionária fez então

O que muitos acham incrível
Comportamento de baixo nível
E suspende um docente temível

Qual regime taliban afegão
Pegou na orelha com um safanão
Rir em público é crime … oh não!

Quando o grande líder engenhocas
Pasme-se, é alvo de jocosas bocas
Sai em sua defesa uma benzocas

Coitado do nosso Charrua
Tramado por uma maria de rua
De consistência cerebral crua

Quis mostrar serviço neste ambiente
Para quem desmanda e mente
Essa corja ignóbil evidente

Pedreiras, Milus e Lemos
A quem um voto demos
Na educação estão e vemos

A mandar nos Charruas mil
Deste pântano ranhoso e vil
Que é um ensino imbecil

Tal maria moeda mexicana carece
Epidemia que a sua chefe padece
E cuja cura não merece

Apenas queremos que alguém
De bom senso termine porém
Esta insensatez e desdém

Essas marias de ninguém
E mais mandantes de Belém
De obra feita, nada por aí além

Não sabem de educação
De saúde também não
Engenharia nem se fala … Pois não?

Resta-nos colegas tentar
A nossa Escola dignificar
E a nossa cabeça levantar

Temos o direito e o dever
Sem medo de nos suspender
Este país modificar e ter

Um país de livre expressão
Será sempre o diapasão
De revolução e evolução

sexta-feira, maio 18, 2007

Tradução Poética


Após repto memético, lançado pelo Gomes (Ai Jesus), deparei-me a esfolhar poemas ingleses do século XIX. Inspirou-me o tipo de linguagem, mais do que o próprio conteúdo e tentando manter um pouco do Zeitgeist, apimentando-o com tiques do século XXI, fluíram as palavras publicadas no post anterior. Após solicitação de várias pessoas, tentei traduzir (adaptar) este poema e o do repto, do blog do Ai Jesus, O Wine of Cyprus de Elizabeth Barret Browning.

Eis o resultado, um pouco apressado e sujeito a alterações.
Já agora, quebrei todos os “cânones” (por vaidade) e traduzi, abrutalhadamente, os nomes. Os mais puristas que me perdoem.
Como dizem os Bloc Party na sua canção Prayer, “...everybody craves recognition...”.

Self-Confidence Advisory

Tears are useless

Tears are unfair
Where thy heart
Has yonder gone
Tear it apart
Shed it in spears
And let strength
Be outward shone

Mark Blacksmith


Aconselhamento para Auto – Confiança

Lágrimas são inúteis
Lágrimas são injustas
Do lugar para onde
O teu coração foi
Rasga-o em pedaços
E sangra-o em espadas
E permite que a força
Luza todo o seu esplendor

Marco Ferreira


WINE OF CYPRUS (1ª estrofe)


If old Bacchus were the speaker,
He would tell you with a sigh,
Of the Cyprus in this beaker
I am sipping like a fly, -
Like a fly or gnat on Ida
At the hour of goblet-pledge,
By Queen Juno brushed aside, a
Full white arm-sweep, from the edge.

Elizabeth Barret Browning



Vinho de Chipre

Se o velho Baco fosse o orador,
Ele diria com um suspiro,
Do Chipre nesta taça
Estou a bebericar como uma mosca, -
Como uma mosca ou mosquito em Ida
Na hora de promessas de copo,
Pela Rainha Juno ignoradas, um
Sacudir completo de pureza, pela borda fora.


Isabel Bandolete Acastanhamento :)


quinta-feira, maio 17, 2007

Self-Confidence Advisory

Tears are useless
Tears are unfair
Where thy heart
Has yonder gone
Tear it apart
Shed it in spears
And let strength
Be outward shone

Mark Blacksmith